Entrevista com Sinéia Rangel, autora de "Rafani"

19.1.18
Foto: Leitora Cretina
Olá, leitores! Tudo bem?

Recentemente publiquei aqui para vocês a minha resenha do livro "Rafani" da querida Sinéia Rangel (leia a resenha aqui). Hoje, trago para vocês a entrevista que realizei com ela! Espero que gostem.


Foto -Sinéia RangelCONHEÇAM SINÉIA RANGEL:
Sinéia Rangel nasceu em Mutuípe, no interior da Bahia. Encontrou nos livros o passaporte para um mundo de sonhos e fantasias, que transformaria a sua vida. Geminiana de carteirinha seria difícil não viajar além das histórias, criando e recriando enredos, assim passou a escrever e dar forma aos inúmeros pensamentos que habitavam sua mente. 
Psicóloga, bookaholic, cinéfila, chocólatra e musicólatra. Amante de rock, poesias e histórias de amor.
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Rafani
SINOPSE: Bon vivant e cafajeste assumido, Sam Allencar cultiva três paixões: mulheres, sexo e vinho. Complicações nunca foram parte da sua vida, tudo o que deseja está ao alcance das suas mãos.
Até que o seu caminho se une ao de uma desconhecida.
Uma mulher com um passado marcado por traumas e uma vida construída sobre segredos e mentiras, que aprendeu ainda criança que o sentimento mais confiável é o medo, é ele que a mantém viva.
Ele não sabia o que estava em jogo, até que estivesse irreparavelmente envolvido.
Ela não sabia como contar a verdade, até que fosse tarde demais.
Incompatíveis desde o início, mas será que o amor pode curar um passado de dor?
CONTÉM CENAS DE VIOLÊNCIA SEXUAL E PEDOFILIA.
NÃO HÁ ROMANTIZAÇÕES DESTES TEMAS.
SARAIVA


1. Conhecendo um pouco mais sobre você, vi que é psicóloga. Qual o papel que sua profissão desencadeou no livro "Rafani"?
A psicologia faz parte da minha vida, não consigo desvinculá-la enquanto leitora e com “Rafani” percebi que ela permeava também o meu lado autora. Eu costumo dizer que Rafani foi uma catarse, nasceu da minha dor, mas foi a minha versão psicóloga que permitiu que transformá-la em palavras, porque abordar os temas presentes neste livro exigia mais do que contar uma história, precisava levar uma mensagem para as inúmeras Rafanis que existem por aí e contribuir, mesmo que minimamente, no combate ao preconceito e estereótipos.

2. Rafani é uma personagem que possui um passado muito triste. Quais foram as dificuldades e desafios ao escrever o livro e criar essa personagem?
O maior desafio foi moldar a sua personalidade, porque ao mesmo tempo em que as marcas do seu passado tinham que estar presentes na sua forma de pensar e encarar a vida, ela precisava ter um “quê” de esperança, que a permitisse ver o mundo de outra perspectiva.

3. Como surgiu a ideia de trabalhar em um único livro temas como o abuso sexual, mental e pedofilia?
Quando comecei a escrever Rafani a única certeza que tinha era que abordaria abuso sexual, os outros temas, a forma como a história se desenvolveu não foi planejada, simplesmente aconteceu, porque a verdade é que estes são temas interligados. Enquanto escrevia, percebi que podia mostrar, numa única história, que as pessoas vão responder diferente a experiências como essas, mas que com amor e paciência todos podem seguir em frente, da melhor forma possível.

4. O que foi mais difícil para você: começar a escrever "Rafani" ou concluí-lo? Por que?
Concluí-lo, porque quando comecei não tinha ideia do quanto “Rafani” exigiria de mim, enquanto pessoa. Houve cenas onde pensei que não conseguiria continuar, houve uma cena em específico (da Bárbara) que me fez encarar a minha própria negação, por isso escrever o epílogo de Rafani foi um momento repleto de significantes e significados.

5. Você planeja continuar a escrever continuações para "Rafani"?
Não, tem um spin-off (Deixa dizer que te amo) que conta a história do Gustavo, é um conto (de 150 páginas, haha) e terá um microconto da Chloe na “Antologia dos Signos” da Editora Coerência.

6. Qual o seu próximo livro? Pode nos dar uma prévia sobre ele?
Borboletas na Janela, é um livro único, o lançamento será pela Editora Coerência ainda no primeiro semestre deste ano. O que posso contar é que este é um livro que me arrancou muitas lágrimas, conta a história de encontro de pai e filho, e o nascimento de uma família. É um livro diferente dos que tenho publicado, não haverá cenas eróticas, um dos narradores tem 10 anos e dentre os temas abordados teremos abandono e desamparo. 

7. Conte-nos sobre o seu processo de escrita. Você tem horários para escrever? Há outras pessoas que estiveram envolvidas no desenvolvimento de seus livros (familiares, amigos, etc)? Quanto tempo você levou para escrever "Rafani"?
Eu estou tentando manter uma rotina, mas isso é realmente complicado, porque as cenas e diálogos vêm nos momentos mais inusitados, as vezes acordo de madrugada porque sonhei com algo e preciso escrever para não esquecer, então é meio louco o meu processo de escrita. De modo geral, prefiro escrever de madrugada, e não gosto que ninguém leia o que estou escrevendo antes de ter concluído. Quando finalizo o livro, aí sim envio para as betas e leitora críticas, faço cortes e acréscimos a depender dos feedbacks, mas durante a escrita não, porque eu acho que interfere no desenvolvimento da história. Rafani foi escrito em três meses.

8. Quer deixar algum recado para aqueles que ainda não conhecem "Rafani" e outras obras suas?
Para quem ainda não conhece o meu trabalho, sinta-se convidado a ler e conhecer personagens nada perfeitos, que vão te contar histórias carregadas de emoção, com risos e lágrimas, e quem sabe te fazer repensar a sua própria vida.

OUTROS LIVROS DA AUTORA:

Muito obrigada, Sinéia Rangel, pela entrevista. Parabéns novamente pelo livro "Rafani".
Beijão!

14 comentários:

  1. Oi, Mô!
    Caramba, fiquei arrepiada em alguns momentos da entrevista, apesar de ainda não ter lido Rafani. Achei superinteressante a profissão da autora ter colaborado com a escrita do livro, mostra que podemos interligar quase tudo no final das contas, né?
    Sempre fico muito motivada quando leio entrevistas com autores, porque meu sonho é escrever um livro, haha.

    Amei tudo!

    Beijão
    Cantinho da Escrita

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    1. Olá, Lí!
      Que bom que você gostou da entrevista, fico super feliz com isso <3.

      Beijão

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  2. Gente amei a Sinéia, estou louca para ler um de seus livros, e como assim Rafani foi escrito em 3 meses? Chocada!
    Já estou gostando dela antes mesmo de ler seus livros haha
    Beijos ❤

    Jardim de Palavras

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    1. Olá, Mel!
      Fico super feliz que tenha gostado!! Espero que tenha a oportunidade de lê-lo em breve <3.

      Beijão

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  3. Oi Mônica!!!
    Quando eu li a resenha do livro fiquei me perguntando o quanto o livro exigiu da autora e principalmente a personagem, fiquei impressionada que ela escreveu o livro em 3 meses mas que a personagem exigiu muito dela.
    Eu ainda não li o livro, mas estou mega curiosa por ele.

    lereliterario.blogspot.com

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    1. Olá, Isa!
      Uhummm, adorei conhecer mais sobre ela e sobre o livro, tinha muitas curiosidades sobre.
      Que bom, sua linda. Espero que leia em breve! :D

      Beijão

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  4. Oi, Mô!
    Sabendo sobre o que se trata o livro, imaginei que a escrita deveria pesar na vida da autora, né? Um tema tão forte quanto esse deve ser bem complicado.
    Eu tenho Café com Amor no Kindle, acho que vou passar na frente, viu haha
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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    1. Olá, Mari!
      Imagino o mesmo, Mari!
      Haha, que legal! Esse eu nunca li, espero que goste :D

      Beijão

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  5. Olá Mô!
    AMEI a entrevista, achei super interessante a forma como a profissão dela ajudou na escrita.
    Parabéns pelo post, é simplesmente encantador descobrir as pessoas por trás das histórias, ainda não li Rafani, mas com certeza irei.
    Beijão!

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    1. Olá, Maria!!
      Também achei bem bacana, linda!
      Fico feliz que tenha gostado da entrevista :D. Espero que leia em breve, é um livro muito bom!

      Beijão

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  6. Mônica, não conhecia essa autora e agora quero conhecer. Rafani me despertou a atenção, apesar de não ser chegada em romance erótico. E quero ler também Borboletas na Janela. A autora coloca uns temas muito interessantes.
    Beijão!
    Check-in Virtual

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    1. Olá, Lívia!!
      Fico feliz que tenha gostado e se interessado. Apesar de ter muitas cenas eróticas, eu recomendo até pra quem não gosta, porque há outras coisas sendo trabalhadas no livro, sabe?

      Beijão

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