As férias estão fazendo muito bem para as minhas leituras, pois estou conseguindo ler um pouquinho mais. E hoje, eu vim compartilhar com vocês a minha leitura mais recente, "O Ódio Que Você Semeia", de Angie Thomas.
Título: O Ódio Que Você Semeia
Título original: The Hate That U Give
Volume único
Autor (a): Angie Thomas
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 378
Ano: 2018
Gêneros: Ficção / Infanto-juvenil / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Nota:

SINOPSE: Durante o dia, Starr estuda numa escola cara, com colegas brancos e ricos. No fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia.
Ainda muito nova, Starr aprendeu com os pais como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas, Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, sensível e, ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
Título: O Ódio Que Você SemeiaTítulo original: The Hate That U Give
Volume único
Autor (a): Angie Thomas
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 378
Ano: 2018
Gêneros: Ficção / Infanto-juvenil / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Nota:
SINOPSE: Durante o dia, Starr estuda numa escola cara, com colegas brancos e ricos. No fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia.
Ainda muito nova, Starr aprendeu com os pais como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas, Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, sensível e, ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
ENREDO:
Starr é uma garota negra que mora num bairro da periferia. Em uma festa, enquanto conversa com um dos seus melhores amigos, Khalil, eles ouvem tiros e são obrigados a fugir. Ambos entram dentro do carro dele e, no meio do percurso, um policial os para. E é quando Khalil é morto, desarmado, por ter feito um movimento brusco; e Starr é a única testemunha.
Indignada com a situação, Starr precisará descobrir como ajudar seu falecido amigo, mas sabe, que, infelizmente, ela e sua família poderão correr perigo.
“Eu sempre disse que, se visse acontecer com alguém, minha voz seria a mais alta e garantiria que o mundo soubesse o que aconteceu. Agora, sou essa pessoa, e estou morrendo de medo de falar.”
MINHA OPINIÃO:
Esse é um livro que todos deveriam ler. Ele retrata muitas questões importantes. Um dos principais temas abordados é o racismo, principalmente por parte policial. Vemos no decorrer do livro como Starr, por ser negra, teve uma preparação diferente para lidar com policiais, como ela lida com o fato de morar em Garden Haigths, um bairro da periferia predominantemente negro, e estudar em Williamson, uma escola predominantemente com pessoas brancas. Também vemos um pouco sobre as gangues e qual a sua influência nas pessoas do bairro, como a sociedade julga quando uma pessoa negra é morta, qual a importância da voz...
"Qual é o ponto de ter uma voz, se você vai ficar em silêncio nesses momentos que você não deveria estar?"
Apesar do livro tratar de um assunto muito sério, Starr, sua família, namorado e seus amigos conseguem trazer um ar diferente enquanto a história corre. A relação deles é linda, onde todos tem algo para ensinar e aprender. É um livro triste, doloroso, mas as personalidades presentes neste livro, como buscam ajudar uns aos outros é inspiradora, a forma com que a nossa protagonista aprende algumas lições também atingem o leitor. É tudo de uma maneira bem dinâmica, quase ilustrativa.
| Foto: Leitora Cretina |
O livro é todo narrado pela Starr, e ver acontecimentos tão brutais sendo narrados por uma adolescente é algo que mexe com o leitor, mas, como eu disse, a sua personalidade, mesmo diante de momentos difíceis é encantadora. Ela é uma protagonista cativante.
O ritmo de leitura é extremamente fluido, temos muitos momentos de reflexão da nossa personagem e muita ação no desenrolar da própria trama. Os capítulos não são muito longos, o que, na minha opinião, facilita ainda mais a leitura. Aliás, é um livro com algumas reviravoltas, nada aqui é monótono.
"Você pode destruir madeira e tijolo, mas não pode destruir um movimento."
O ritmo de leitura é extremamente fluido, temos muitos momentos de reflexão da nossa personagem e muita ação no desenrolar da própria trama. Os capítulos não são muito longos, o que, na minha opinião, facilita ainda mais a leitura. Aliás, é um livro com algumas reviravoltas, nada aqui é monótono.
| Foto: Leitora Cretina |
É sempre muito difícil fazer resenha quando o livro mexe verdadeiramente comigo, e com esse não foi diferente. Eu recomendo muito esse livro para todos. Eu sei que, uma das coisas que podem afastar o leitor desse livro é o receio de como é feita a narração, se é muito descritiva, mas não é, como eu disse, por ser narrado por uma adolescente, é como uma conversa, o leitor se sente muito próximo da personagem, é realmente um livro muito dinâmico e reflexivo ao mesmo tempo.
"É por isso que seu nome é Starr. — Ele me lança um leve sorriso. — Minha luz durante toda aquela escuridão."
Mal posso esperar para poder assistir ao filme, espero que seja fiel a esse livro incrível. Quando assistir, volto aqui para contar para vocês o que eu achei!


Beijão!

SOBRE A EDIÇÃO:
A minha edição é a da capa do filme e eu achei ela linda, ainda mais porque tentou manter a capa original. Por dentro as páginas são amareladas e com uma fonte bem confortável.
Beijão!







