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15.7.20

Livros sobre mulheres e feminismo #03

Foto: Leitora Cretina

Olá, leitores! Tudo bem?

Vim apresentar para vocês mais alguns livros sobre a história de mulheres e a luta do feminismo. Nessa lista tem livros que retratam sobre o tema de uma maneira mais bibliográfica, no estilo graphic novel, jornalístico, no formato de romance etc.

Confiram as outras partes:

- FEMINISMO - UM GUIA GRÁFICO, Cathia Jenainati e Judy Groves
Feminismo
SINOPSE: Em estilo graphic novel e com uma linguagem descontraída, este livro oferece uma visão geral do movimento feminista, reconhecendo e homenageando a variedade de pontos de vista que se desenvolveram ao longo da história.
O termo “feminismo” surgiu apenas no fim do século XIX, mas a luta das mulheres para resistir à opressão de gênero e conquistar direitos é muito mais antiga.
Um ótimo ponto de partida para você conhecer as obras fundamentais e as maiores expoentes do pensamento feminista, este livro apresenta também os acontecimentos mais marcantes do movimento, desde o século XVII até os dias de hoje.
Com uma linguagem descontraída e ilustrações em estilo graphic novel, esta é uma obra de referência para quem deseja compreender melhor a incansável luta das mulheres para reconfigurar o mundo em que vivemos.
Feminismo é o primeiro título da coleção “Um guia gráfico”. Escritos por especialistas e ilustrados por artistas de renome, os livros da série introduzem de maneira descomplicada assuntos das mais diversas áreas do conhecimento humano, como filosofia, política, psicologia, ciência, sociologia e muito mais.

- O SEGUNDO SEXO, Simone de Beauvoir
O Segundo Sexo SINOPSE: O segundo sexo foi publicado originalmente em 1949 e consagrou Simone de Beauvoir na filosofia mundial. A obra, no entanto, não ficou datada e tornou-se atemporal e definitiva. Este boxe traz a divisão original em dois volumes. No primeiro volume, a autora aborda os fatos e os mitos da condição da mulher numa reflexão fascinante. Já no segundo, Simone de Beauvoir analisa a condição da mulher em todas as suas dimensões: sexual, psicológica, social e política. Uma obra fundamental, que inaugurou um novo modelo de pensamento sobre a mulher na sociedade.

- FEMINISMO NO COTIDIANO, Marli Gonçalves
Feminismo no cotidianoSINOPSE: Aqui o feminismo não é apenas mais uma teoria defendida na universidade, nem uma trincheira de políticos em busca de votos. Marli Gonçalves, combatente de primeira hora, sai uma vez mais em campo para ajudar mulheres e homens a praticar o feminismo, a lutar por uma sociedade mais justa. Marli foge dos teóricos da moda, assim como do(a)s político(a)s oportunistas. O feminismo que prega é o vivido, não apenas o pensado. Este livro é o presente ideal para mulheres e homens que queiram – ou precisem – aprender o que é mesmo esse tal de feminismo.
“O feminismo é um ideal e um movimento real, uma forma de pensamento e busca de ação abrangente para promover cada vez mais a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens.”
“Para começar, homens e mulheres podem e deveriam se declarar feministas. A sociedade justa precisa ser construída por todos. Feminista é adjetivo bom para se definir, para chamar alguém, seja mulher ou homem.”

- MULHERES QUE NÃO SABEM CHORAR, Lilian Farias
Mulheres que não sabem chorarSINOPSE: A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionado pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Enquanto isso, Ana e Verônica esbarram com o acaso.
Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Duas jovens livres e independentes. O que as impede de ficar juntas?
Mulheres que não sabem chorar é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado.

- PRESOS QUE MENSTRUAM, Nana Queiroz
Presos que menstruamSINOPSE: Carandiru feminino. A brutal vida das mulheres tratadas como homens nas prisões brasileiras.
Grande reportagem sobre o cotidiano das prisões femininas no Brasil, um tabu neste país, Nana Queiroz alcança o que é esperado do futuro do jornalismo: ao ouvir e dar voz às presas (e às famílias delas), desde os episódios que as levaram à cadeia até o cotidiano no cárcere, a autora costura e ilumina o mais completo e ambicioso panorama da vida de uma presidiária brasileira. Um livro obrigatório à compreensão de que não se pode falar da miséria do sistema carcerário brasileiro sem incorporar e discutir sua porção invisível.
Presos que menstruam, trabalho que inaugura mais um campo de investigação não idealizado sobre a feminilidade, é reportagem que cumpre o que promete desde a pancada do título: os nós da sociedade brasileira não deixarão de existir por simples ocultação – senão apenas com enfrentamento.

- INFERIOR É O CAR*LHO, Angela Saini
Inferior é o Car*lhøSINOPSE: Existem alguns “fatos” sobre as diferenças entre os sexos que nós crescemos sabendo. Homens são fortes, durões, mais inclinados à promiscuidade e melhores ao estacionar carros. Mulheres são mais sensíveis, menos intelectuais, não tão favoráveis ao sexo casual e são melhores cuidando da família. Certo?
Errado.
Defendidas há séculos por evidências superficiais — e enraizadas em nossa sociedade sexista —, essas visões parecem naturais, imutáveis e até mesmo legítimas, chegando, inclusive, a se perpetuarem em nosso vocabulário. Porém, ao serem examinadas de perto, não se sustentam. Em Inferior é o Car*lhø, lançamento da linha Crânio da DarkSide® Books, a jornalista britânica Angela Saini convida você a esquecer tudo o que sabe sobre as diferenças entre os sexos e embarcar em uma jornada esclarecedora sobre as mentiras e meias-verdades que a ciência propagou ao longo dos últimos séculos.
As primeiras páginas já surpreendem ao resgatar uma troca de cartas ocorrida na era vitoriana entre Caroline Kennard, destaque no movimento feminista em uma cidadezinha de Massachusetts, nos Estados Unidos, e o naturalista inglês Charles Darwin. “Certamente acredito que as mulheres, conquanto, em geral, superiores aos homens [em] qualidades morais, são inferiores em termos intelectuais, e parece-me ser muito difícil, a partir das leis da hereditariedade (se eu as compreendo de forma correta), que elas se tornem intelectualmente iguais ao homem”, escreveu o autor de A Origem das Espécies em uma negação de tudo pelo que o movimento de mulheres lutava à época — e segue lutando até hoje. A srta. Kennard não hesitou ao enviar uma resposta inflamada que dizia: “Deixe que o ‘ambiente’ das mulheres seja semelhante ao dos homens, e com as mesmas oportunidades, antes de julgá-las, com justiça, intelectualmente inferiores a eles, por favor”.
São pensamentos como o de Darwin que Angela Saini questiona em Inferior é o Car*lhø. Jogando luz sobre pesquisas controversas focadas nas diferenças entre os sexos — e não nas similaridades —, resultados de estudos tendenciosos que não incluíram a outra metade da população e até mesmo o machismo impregnado em laboratórios e universidades, ela investiga o mito de que homens e mulheres são fundamentalmente diferentes em sua biologia, mostrando como traçar essa linha nos afeta não apenas individualmente, mas também como sociedade.
Com diligência e uma linguagem objetiva, a jornalista apresenta em cada capítulo um recorte na história da ciência que difundiu o mito de que mulheres são inferiores, viajando o planeta para entrevistar cientistas, pesquisadores e especialistas e obter sempre os dois lados da história. A edição brasileira homenageia o trabalho da artista gráfica e ativista Barbara Kruger, e conta também com a introdução da professora de teoria literária e pesquisadora Heloisa Buarque de Hollanda, que publica em breve um livro sobre a quarta onda do movimento feminista.
Leitura indicada pelo jornal The Independent e pelo TED Talks, livro do ano do Physics World e destaque na categoria de ciência e tecnologia do Goodreads Choice Awards de 2017, Inferior é o Car*lhø integra a linha Crânio, que publica material minuciosamente selecionado para nos ajudar a questionar o estranho e admirável mundo em que vivemos. Uma obra poderosa que revela uma perspectiva alternativa para a ciência em que mulheres não são excluídas, mas fazem parte desta história — e, sobretudo, ajudam a escrevê-la. Um livro para mulheres e homens que buscam igualdade em nossa sociedade, pois, ou vamos juntos, ou não vamos a lugar nenhum.

- NOSSO LUGAR - O CAMINHO QUE ME LEVOU À LUTA POR MAIS MULHERES NA POLÍTICA, Tabata Amaral
Nosso lugar: O caminho que me levou à luta por mais mulheres na política por [Tabata Amaral]SINOPSE: O relato de uma trajetória excepcional e um manifesto por uma sociedade mais justa.
Em Nosso lugar, Tabata Amaral narra a sua trajetória até a campanha que a elegeu deputada federal como a segunda mulher mais votada no país. Como ela mesma diz: "Eu poderia ter muito orgulho de ser a primeira da minha comunidade a conquistar aquele lugar, mas não poderia me aquietar enquanto fosse a única".
Tabata cresceu na Vila Missionária, no extremo sul de São Paulo, e viveu na infância as dificuldades enfrentadas por tantas famílias de migrantes nordestinos instaladas precariamente nas periferias das grandes cidades. Depois de alcançar medalha de prata em uma olimpíada de matemática, percorreu um caminho extraordinário que desembocou na Universidade Harvard, onde se formou com uma tese sobre os fatores políticos que impactam a educação pública em diferentes municípios brasileiros.
Nesta obra, a deputada entrelaça suas experiências pessoais e profissionais — enquanto narra as dificuldades de ser uma mulher jovem no ambiente político — e conta como lida com fake news e ataques coordenados. Se seguirmos no ritmo atual, levaremos cerca de cem anos para alcançar mundialmente a igualdade de gênero na representação política. Acelerar essa transformação é o objetivo deste livro, e um imperativo para todas as pessoas que desejam uma sociedade mais justa.
"Tabata Amaral é um tesouro nacional. Encontrei milhares de estudantes talentosos nos meus vinte anos como professor em Harvard, mas ela é a mais talentosa de todos. Hoje o Brasil está sofrendo. Mas Tabata e sua geração trazem esperança." — Steven Levitsky, autor de Como as democracias morrem
"Tabata Amaral impressiona não só por sua inspiradora história de vida, mas por entender que chegar aonde ela chegou não é questão de mero esforço pessoal. Sua aposta é em políticas públicas que transformem a educação brasileira e tornem o desenvolvimento mais inclusivo e sustentável." — Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência em Políticas Educacionais da FGV

Já leram algum deles?
Beijão!

4 comentários:

  1. Oii! Adorei as indicações! Acho muito importante sempre enaltecermos a mulher. Só conhecia os livros da Simone de Beauvoir.

    Um beijo,
    Do Prefácio ao Epílogo.
    www.doprefacioaoepilogo.blogspot.com

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    Respostas
    1. Olá!!
      Concordo com você! É uma temática realmente importante :D.

      Beijão

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  2. Eu não li nenhum dos livros, mas sou doida para ler Inferior é o C* e fiquei interessada na Graphic Novel, que tem uma proposta bem interessante. Na verdade, todos são propostas incríveis para se entender mais sobre nossa luta.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
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    Respostas
    1. Olá, Hanna!!
      Que bacana!! Espero que possa ler eles em breve :D.
      Com certeza! Concordo com você.

      Beijão

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Olá! Deixe seu comentário. Eu vou adorar ler e respondê-lo. <3

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