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29.12.18

Sob os pés, meu corpo inteiro - Marcia Tiburi | RESENHA | POST TODO DIA #29

Foto: Leitora Cretina

Olá, leitores! Tudo bem?

A resenha de hoje é do livro "Sob os pés, meu corpo inteiro", livro nacional, escrito pela Marcia Tiburi. Vocês já devem ter visto por aqui um outro livro dela, o "Feminismo em Comum"

Espero que gostem dessa resenha.

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Resultado de imagem para sob os pés, meu corpo inteiroTítulo: Sob os pés, meu corpo inteiro 
Volume único 
Autor (a): Marcia Tiburi 
Editora: Record
Número de Páginas: 182 
Ano: 2018 
Gênero: Ficção / Literatura Brasileira
Nota:    
SINOPSE: Em uma São Paulo distópica, mas perigosamente familiar, uma mulher que não foi capaz de viver a própria vida e uma jovem à procura da mãe desaparecida durante a ditadura militar se envolvem em um jogo de aproximações e distanciamentos em meio a uma cidade apodrecida, em que a insegurança, a crise hídrica, os golpes de Estado e uma elite política carcomida, na qual se destaca um psicopata que manda pintar os muros de cinza, são o retrato do que se construiu a partir do fim das utopias. 
Neste novo romance, marcado por reviravoltas, ressentimentos, dívidas e buscas pela verdade, em um contexto em que estar vivo ou morto não só é uma questão de sorte como também de perspectiva, Marcia Tiburi escreve sobre cicatrizes profundas que se tornaram invisíveis com o tempo – consequências da reinvenção de um passado diante da necessidade de salvar o próprio futuro.
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ENREDO:

O livro nos traz uma São Paulo distópica, mas infelizmente, de certa forma, atual e real... sem água, com um prefeito pintando os muros de cinza, discriminações de diversos tipos, etc.

Morando nesta cidade, há Lúcia, uma mulher que sempre visita o próprio túmulo, mas, que em uma dessas visitas, encontra uma mulher que alega que ali está enterrada a sua tia, e agora, está em busca do paradeiro de sua mãe desaparecida.

"Eu aprendo a amar os mortos vendo do que os vivos são capazes."
Foto: Leitora Cretina

MINHA OPINIÃO:

O livro traz um enredo que a princípio é confuso, mas quando buscamos entender sobre o contexto histórico de Lúcia, entendemos a confusão. Inteiramente narrado sob o ponto de vista desta personagem, a todo momento, ela nos traz informações sobre o presente e passado dela e de sua família.

Apesar de ser uma distopia, o livro traz elementos que nos parecem muito reais na atualidade e também no passado, já que traz algumas narrações sobre a ditadura militar também.

Este não é um livro fácil de ler e digerir, por dois motivos: o primeiro deles é que os fatos narrados são complexos, exigem uma certa atenção do leitor para que não ocorra confusão, sem contar que há descrição de cenas muito tristes e dolorosas; o segundo motivo é a escrita da autora... muito rebuscada e extremamente filosófica, fazendo comparações profundas em quase todas as linhas, além disso, o livro não tem muitos diálogos; o que, de certa forma, deixou o livro um pouco cansativo.

"(...) uma vendedora de água me dá uma garrafa, eu digo que não trouxe dinheiro comigo, ela me diz que é um presente. Eu estranho. A generosidade não é um hábito nas ruas da cidade."
Foto: Leitora Cretina

Apesar de ter ficado um pouco cansada do livro em vários momentos, a curiosidade de entender mais sobre a vida da Lúcia e qual rumo tomaria me intrigava, até porque me interesso bastante pelos temas tratados. É um livro com muitas reviravoltas interessante.

O livro tem 17 capítulos, cerca de 7 páginas por capítulo, mas várias quebras dentro dos capítulos, muitas vezes, servindo para não embaralhar o que é passado e o que é presente, e outros com apenas devaneios da personagem.

"(...) Consigo gostar dele como gosto de um sapato novo com o qual me sinto confortável até que é hora de deixá-lo num canto para usar amanhã outra vez."

SOBRE A EDIÇÃO:

Eu demorei pra entender essa capa. Olhando normal, vemos a cidade de São Paulo, e quando viramos o livro de ponta cabeça, vemos que é uma boca de esgoto (onde está escrito o título). A capa é bem diferente do que estou acostumada, mas não é feia.

Por dentro, as páginas são amareladas, porém, com uma fonte pouco espaçada entre uma linha e outra, isso trouxe a sensação de ser um livro cansativo.
Foto: Leitora Cretina
Já leram esse livro?
Beijão!

4 comentários:

  1. Oie,

    Não conhecia o livro, mas achei interessante a premissa e como o autor explora a cidade de SP.
    Fiquei curiosa com essa história.
    Bjs e um bom fim de semana!
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  2. Olá!
    Confesso que odeio leituras muito difíceis e rebuscadas, eu empaco e não consigo sair do lugar.
    Mas a obra parece interessante, se tivesse outra abordagem, talvez eu lesse.
    beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Olá, Alessandra!
      Eu também não sou muito fã, eu fujo, mas acabei gostando bastante nesse caso, achei que combinou!

      Beijão

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Olá! Deixe seu comentário. Eu vou adorar ler e respondê-lo. <3

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