RESENHA: Triste Fim de Policarpo Quaresma

22.5.15



Olá, leitores!! Tudo bem?

A resenha de hoje é sobre um livro diferente daqueles que vocês encontram aqui no blog. Cobrado pelos vestibulares, Triste Fim de Policarpo Quaresma é um clássico da literatura brasileira pré-modernista.

Esse não é o primeiro livro da literatura brasileira que eu leio. Nunca fui muito chegada nesse tipo de livro ainda mais depois de ler Os Sertões, de Euclides da Cunha (no qual, eu não recomendo a ninguém. A não ser que você realmente precise). Nada contra em relação a este estilo literário, mas eu não leria Os Sertões novamente nem por um milhão de reais!! hahahaha. 

Massss, falando agora sobre Triste Fim de Policarpo Quaresma...

Apesar de ser da literatura, diferente de alguns, o livro tem uma linguagem fácil, rápida e uma história boa. Infelizmente, eu não tenho como base outros livros como este para fazer uma comparação, além de Os Sertões, onde a linguagem é difícil, já que o autor usa termos científicos e é muito (mas MUITO mesmo) detalhista.

Policarpo Quaresma (Poli: muitos; Carpo: sofrimento; Quaresma: tempo de penitência) é um homem super nacionalista e que possui ideias estranhas para a época vivida, além de ser diferente das demais pessoas descritas. Homem orgulhoso por morar no Brasil, ele propõe esquemas para que isso afete não apenas ele, mas todos. 

O personagem acaba sendo encarado como louco, não apenas devido aos projetos, mas pelo seu cotidiano, pelas coisas que gosta, pelas coisas que faz. Mas eu não o vejo assim, muitas injustiças aconteceram com ele (não vou falar que ele não pediu), mas ele não era totalmente louco.

O livro é dividido em três partes com cinco capítulos cada. Cada parte narra uma ideia nacionalista de Policarpo e suas consequências. A primeira parte mostra ele bem interessado nos livros (o que naquela época, segundo o livro, apenas algumas pessoas deveriam ler livros), mostra o anseio dele para aprender a tocar violão já que ele achava que era um instrumento totalmente brasileiro, mas também considerado um instrumento de "boêmia", e é aí que ele conhece seu amigo Ricardo Coração dos Outros. Começa a aprender a língua tupi e a sua ideia é baseada nisso.

Na segunda parte, ele adquire um sítio e lá ele acredita no poder de nossas terras e confia que no Brasil as terras não precisam de nada, simplesmente darão bons frutos por ser tão fértil. É também nessa parte que a política fica ainda mais envolvida com o personagem.

A terceira parte, Policarpo assume a patente de major no exército e é onde o fim chega.

Pelo nome do livro já dá para esperar muito sofrimento da parte do personagem. É incrível como ele consegue estar metido em alguma coisa sem muito esforço. 

Enfim, para quem quer ler um livro clássico e de fácil entendimento, esse é O LIVRO. 


Policarpo Quaresma é um major cheio de idéias nacionalistas que trabalha como funcionário público no início da República. Ao defender que o Tupi se torne a língua nacional, é ridicularizado e depois internado como louco. Quando finalmente é solto, vai morar no campo e resolve transformar seu sítio em sede da reforma agrária. Apóia o marechal burocrático, atual e reconhecível apesar de referir-se a um momento histórico marcante.





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