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5.12.19

Foto: Leitora Cretina

Olá, leitores! Tudo bem?

Que saudade que eu estava daqui! Meu último post foi em agosto... dá para acreditar? Bom, primeiramente, gostaria de me desculpar pelo sumiço repentino aqui e no Instagram. As coisas ficaram uma loucura. A faculdade me pegou de um jeito impressionante, e eu não tinha mais tempo para absolutamente nada. Consegui um estágio novo e estou amando! Voltei para a academia e estou bem mais focada do que antes... mas em compensação, as leituras caíram drasticamente. Sério.

Entretanto, agora estou de férias da faculdade e em breve também estarei de recesso do estágio, ou seja, muito tempo livre. Eu estou com vários planos para essas férias e um deles é voltar a postar aqui! Ainda não sei se voltarei para o Instagram, mas por ora, acredito que não, pois apesar dos meus planos de voltar com as postagens aqui, eu ainda tenho uma vida pessoal, profissional e estudantil para lidar, hahah, e é por isso que eu resolvi abrir mais meu blog e não falar apenas só sobre livros que leio por diversão, filmes e séries, mas também sobre estudos, livros que leio para faculdade, enfim. O que acham?

Bom, pretendo voltar com as resenhas, indicando filmes e séries e muito mais. Espero que gostem!

Sei que também parei com o Projeto UM NEW ADULT POR MÊS e peço milhões de desculpas por isso. Ainda não estou pronta para voltar com ele no momento... mas quem sabe um dia?!

Até o próximo post. E obrigada por não desistirem de mim! Prometo que vou ler e responder os e-mails e comentários!

Beijão!
3.8.19

Foto: Leitora Cretina

Olá, leitores! Tudo bem?

A resenha de hoje é do livro "Romance Tóxico", um livro diferente dos que estou acostumada a ler e que me surpreendeu muito. Vem conhecer!

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Resultado de imagem para romance toxico heatherTítulo: Romance Tóxico
Título original: Bad Romance
Volume único 
Autor (a): Heather Demetrios
Editora: Seguinte
Número de Páginas: 416
Ano: 2018
Gêneros: Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Nota:     
SINOPSE: Uma história contemporânea, comovente e incrivelmente honesta sobre como encontrar forças para se libertar de relacionamentos tóxicos.
Grace quer sair de casa. Ela se sente sufocada pelo padrasto agressivo e pela mãe obsessiva, que a faz esfregar o chão até toda a poeira (que só ela enxerga) sumir. Quer ir embora da cidadezinha onde mora, na Califórnia, pequena demais para seus sonhos. Quer fugir da vida que leva e se tornar uma artista em Paris, uma diretora de teatro em Nova York… qualquer futuro que seja distante do medo e da solidão que sente.
Então ela se aproxima de Gavin: charmoso, talentoso e adorado por todos da escola. Quando os dois se apaixonam, Grace tem certeza de que aquele romance é bom demais para ser verdade. Mas as suas amigas enxergam um outro lado do garoto — controlador e perigoso —, que, com o tempo, vai transformar o relacionamento dos dois em uma prisão da qual Grace será incapaz de escapar sozinha.
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ENREDO:

Grace é uma adolescente do ensino médio que tem uma vida conturbada. Em casa, sua família não a trata com carinho, sendo ela a responsável por tudo o que acontece naquele ambiente, devendo manter a casa limpa sempre, além de ser muito maltratada pela sua mãe e padrasto. Na escola é onde ela encontra alívio, inclusive, é na paixão secreta que mantem por Gavin que ela se segura. Até que ele a nota. Suas amigas começam a enxergar um lado em Gavin que Grace não parece notar.

"Às vezes, eu queria ter lábios machucados ou hematomas para mostrar ao psicólogo da escola - é difícil explicar a tortura que é viver nessa casa, o modo como a implicância constante, o serviço e os gritos acaba com uma pessoa."
Foto: Leitora Cretina


MINHA OPINIÃO:

Pelo título e pela própria sinopse é fácil de ver que aqui não temos um belo romance. O livro realmente retrata um romance tóxico. Grace se vê perdidamente apaixonada por Gavin e não consegue ver como suas atitudes e palavras são abusivas.

O livro ajuda o leitor a enxergar os relacionamentos abusivos em suas diversas formas, consegue retratar como muitas vezes as pessoas estão vivendo em um destes relacionamentos mas não conseguem sair deles, não conseguem reconhecer. A personagem vai contando como o seu relacionamento vai evoluindo até se tornar algo que ela não entende. Neste livro, a própria mãe de Grace está em um relacionamento abusivo, e apesar da protagonista ver que esta é uma situação terrível, ela não nota que também está em um, mas com uma máscara diferente. Como eu disse, o livro é um alerta para o leitor.

Gostei muito da forma com que Heather Demetrios escreve! Fiquei muito animada para conhecer outros livros dela. O livro é todo narrado pela Grace, mas ela fala como se estivesse contando a história para o Gavin, e não para o leitor, o que eu achei extremamente interessante e diferente. Um ritmo fluido, interessante, nada cansativo, o leitor fica interessado em saber que rumo as coisas vão tomar. Além disso, é possível entrar de cabeça nos sentimentos da protagonista. A descrição de suas ações e pensamentos são precisos, delicados, tristes e reais. O leitor entra em conflito junto com Grace.

Apesar de já sabermos sobre o que o livro se trata, o que chama atenção do leitor são os acontecimentos em si. Mesmo não havendo mistério acerca da temática principal, o livro ainda consegue manter o caminho que a história tomará em segredo até as últimas páginas.



Foto: Leitora Cretina

É um livro que aborda um tema extremamente importante de maneira clara, simples, com uma linguagem de fácil compreensão, entretanto, é um livro forte, pesado e muito triste, que mexe demais com o leitor e com seus sentimentos.

"525.600 minutos. Foi o tempo que levei para me desapaixonar por você. Um ano. Nossa temporada de amor."

A autora também criou personagens secundários excelentes, que não estão ali de plano de fundo para a história principal, mas ajudam ela a desenrolar, tais como a mãe de Grace, o Gigante (seu padrasto), suas melhores amigas, sua irmã, colegas da aula de teatro (sua paixão). Infelizmente, acredito que faltou trabalhar um pouco mais sobre o desfecho desses personagens, mas não é algo que atrapalhe. 

Enfim, este livro entrou para a lista de livros que são muito importantes e necessários, que todos deveriam ler.

"Te entreguei meu coração em uma bandeja de prata, e você o devorou, pedacinho por pedacinho".

SOBRE A EDIÇÃO:

Li o livro em e-book, então não posso falar sobre a diagramação das páginas. Mas gostei muito dessa capa, acredito que retrata bem essa história, o que é algo muito importante.
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Alguém já leu o livro? O que acharam? Se não, ficaram interessados em ler?
Beijão!
28.7.19

Foto: Leitora Cretina


Olá, leitores! Tudo bem?

A resenha de hoje é do livro "Vox", escrito por Christina Dalcher. Esse é um livro que eu estava louca para ler depois de conhecer "O Conto da Aia" e "O Poder". Inclusive, fiz uma lista de livros sobre mulheres e feminismo, você pode conferir clicando aqui.

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Resultado de imagem para vox 2 christina dalcherTítulo: Vox 
Título original: Vox
Volume único
Autor (a): Christina Dalcher 
Editora: Arqueiro 
Número de Páginas: 320 
Ano: 2018 
Gêneros: Distopia / Ficção / Literatura Estrangeira
Nota:     
SINOPSE: Uma distopia atual, próxima dos dias de hoje, sobre empoderamento e luta feminina.
O SILÊNCIO PODE SER ENSURDECEDOR #100PALAVRAS
O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
Esse é só o começo...
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
...mas não é o fim.
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.
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ENREDO:

Dra. Jean McClellan agora vive em um país onde as mulheres só podem dizer 100 palavras por dia. O sistema é controlado por meio de uma pulseira que, se a mulher extrapolar tal limite, levará um choque. As mulheres são impedidas de fazer qualquer tipo de comunicação além daquelas 100 palavras, portanto, não podem gesticular palavras, ler ou escrever.

Jean é casada, mãe de dois meninos e uma menina e agora, é dona de casa. Antes do governo entrar no poder e colocar essa restrição para as mulheres, a nossa protagonista era uma especialista em neurolinguística, estudando a respeito da Afasia de Wernicke (uma alteração na linguagem oral e escrita, tornando a comunicação sem muita precisão, que é ocasionada por uma lesão neurológica - Wikipédia), mas, agora é impedida de trabalhar.

"A insensatez dos homens sempre foi tolerada."

Foto: Leitora Cretina


MINHA OPINIÃO:

Eu já imaginava que esse livro seria incrível, mas eu me surpreendi muito! A sinopse não mostra a profundidade que tem nesse livro, sobre como outras questões na própria história se desenvolvem, principalmente como a antiga profissão de Jean irá influenciar.

Vemos no livro muitos aspectos atuais, principalmente quanto ao feminismo. O governo de "Vox" sofria grandes repressões no início. Mulheres iam para as ruas tentar impedir os estragos, mas, a nossa protagonista, na época, acreditava impossível que um governante pudesse tomar a liberdade de milhares de mulheres. Vemos o sofrimento de Jean em ver todos os seus filhos homens conversando com o seu esposo sobre como foram seus dias, e ela e sua pequena filha mudas na sala de jantar.

Foto: Leitora Cretina


O livro coloca muitas reflexões para o leitor tais como: qual o objetivo das mulheres falarem apenas 100 palavras por dia? Qual a importância de uma revolução? Fanatismo (de qualquer forma) é algo bom?

"O mal triunfa quando homens bons não fazem nada "

O choque desse livro me atingiu muito, desde as primeiras páginas. Eu fiquei extremamente presa nessa história. Em momento nenhum o enredo cai, ele se mantem interessante, com muitas coisas acontecendo sempre e, com reflexões sobre esse tema tão importante.

A escrita de Christina é incrível! Sendo o livro todo narrado por Jean, vemos muito mais sobre seus pensamentos do que suas palavras. E eu imagino como deve ter sido difícil criar um personagem que não fala muito, entretanto, mesmo com aparente dificuldade, a autora conseguiu passar a mensagem tão bem, sem ser monótono ou cansativo. Os pensamentos de Jean a respeito de tudo, sua vida pessoal, amorosa, suas amizades, relação com os filhos, seu antigo trabalho, a situação do governo, são tão reais, que traz a sensação de que aquela situação é presente, e é extremamente assustador.

"Ela está obedecendo aos professores? Vai tirar boas notas este semestre? Ele sabe exatamente que tipo de perguntas fazer: diretas, exigindo apenas uma confirmação ou negação com a cabeça."

Jean não é uma personagem que me simpatizei logo de cara, e acredito que não tenho uma relação de puro amor com ela. Ela toma certas atitudes que são complicadas, entretanto, compreendo que diante daquela situação, decisões difíceis precisam ser tomadas.

No mais, é um livro incrível! Entrou para a lista de livros que todo mundo deveria ler, até por aqueles que não conhecem ou não são tão ligados no feminismo, pois o livro é mais que esse tema.

"Eles não vão nos matar pelo mesmo motivo que não autorizam abortos. Nós nos transformamos em males necessários, objetos para serem fodidos e não ouvidos."

SOBRE A EDIÇÃO:

Li o livro em e-book, então não posso falar da edição. Sobre a capa, achei inteligente o "x" em cima da boca, mas não é uma capa bonita, é muito branca, sem detalhes. Gosto mais da versão americana.
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Beijão!
24.7.19

Foto: Leitora Cretina


Olá, leitores! Tudo bem?

As férias estão fazendo muito bem para as minhas leituras, pois estou conseguindo ler um pouquinho mais. E hoje, eu vim compartilhar com vocês a minha leitura mais recente, "O Ódio Que Você Semeia", de Angie Thomas.

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Resultado de imagem para o odio que voce semeiaTítulo: O Ódio Que Você Semeia
Título original: The Hate That U Give
Volume único
Autor (a): Angie Thomas
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 378
Ano: 2018
Gêneros: Ficção / Infanto-juvenil / Jovem adulto / Literatura Estrangeira
Nota:     
SINOPSE: Durante o dia, Starr estuda numa escola cara, com colegas brancos e ricos. No fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia.
Ainda muito nova, Starr aprendeu com os pais como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial.
Não faça movimentos bruscos.
Deixe sempre as mãos à mostra.
Só fale quando te perguntarem algo.
Seja obediente.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas, Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início. Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Angie Thomas, numa narrativa muito dinâmica, sensível e, ainda assim, direta e firme, fala de racismo de uma forma nova para jovens leitores. Este é um livro que não se pode ignorar.
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ENREDO:

Starr é uma garota negra que mora num bairro da periferia. Em uma festa, enquanto conversa com um dos seus melhores amigos, Khalil, eles ouvem tiros e são obrigados a fugir. Ambos entram dentro do carro dele e, no meio do percurso, um policial os para. E é quando Khalil é morto, desarmado, por ter feito um movimento brusco; e Starr é a única testemunha.

Indignada com a situação, Starr precisará descobrir como ajudar seu falecido amigo, mas sabe, que, infelizmente, ela e sua família poderão correr perigo.

“Eu sempre disse que, se visse acontecer com alguém, minha voz seria a mais alta e garantiria que o mundo soubesse o que aconteceu. Agora, sou essa pessoa, e estou morrendo de medo de falar.”
Foto: Leitora Cretina

MINHA OPINIÃO:

Esse é um livro que todos deveriam ler. Ele retrata muitas questões importantes. Um dos principais temas abordados é o racismo, principalmente por parte policial. Vemos no decorrer do livro como Starr, por ser negra, teve uma preparação diferente para lidar com policiais, como ela lida com o fato de morar em Garden Haigths, um bairro da periferia predominantemente negro, e estudar em Williamson, uma escola predominantemente com pessoas brancas. Também vemos um pouco sobre as gangues e qual a sua influência nas pessoas do bairro, como a sociedade julga quando uma pessoa negra é morta, qual a importância da voz...

"Qual é o ponto de ter uma voz, se você vai ficar em silêncio nesses momentos que você não deveria estar?"

Apesar do livro tratar de um assunto muito sério, Starr, sua família, namorado e seus amigos conseguem trazer um ar diferente enquanto a história corre. A relação deles é linda, onde todos tem algo para ensinar e aprender. É um livro triste, doloroso, mas as personalidades presentes neste livro, como buscam ajudar uns aos outros é inspiradora, a forma com que a nossa protagonista aprende algumas lições também atingem o leitor. É tudo de uma maneira bem dinâmica, quase ilustrativa.

Foto: Leitora Cretina


O livro é todo narrado pela Starr, e ver acontecimentos tão brutais sendo narrados por uma adolescente é algo que mexe com o leitor, mas, como eu disse, a sua personalidade, mesmo diante de momentos difíceis é encantadora. Ela é uma protagonista cativante. 


"Você pode destruir madeira e tijolo, mas não pode destruir um movimento."

O ritmo de leitura é extremamente fluido, temos muitos momentos de reflexão da nossa personagem e muita ação no desenrolar da própria trama. Os capítulos não são muito longos, o que, na minha opinião, facilita ainda mais a leitura. Aliás, é um livro com algumas reviravoltas, nada aqui é monótono.

Foto: Leitora Cretina


É sempre muito difícil fazer resenha quando o livro mexe verdadeiramente comigo, e com esse não foi diferente. Eu recomendo muito esse livro para todos. Eu sei que, uma das coisas que podem afastar o leitor desse livro é o receio de como é feita a narração, se é muito descritiva, mas não é, como eu disse, por ser narrado por uma adolescente, é como uma conversa, o leitor se sente muito próximo da personagem, é realmente um livro muito dinâmico e reflexivo ao mesmo tempo.

"É por isso que seu nome é Starr. — Ele me lança um leve sorriso. — Minha luz durante toda aquela escuridão."

Mal posso esperar para poder assistir ao filme, espero que seja fiel a esse livro incrível. Quando assistir, volto aqui para contar para vocês o que eu achei!

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SOBRE A EDIÇÃO:

A minha edição é a da capa do filme e eu achei ela linda, ainda mais porque tentou manter a capa original. Por dentro as páginas são amareladas e com uma fonte bem confortável.
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Beijão!
18.7.19

Foto: Leitora Cretina

Olá, leitores! Tudo bem?

A resenha de hoje é do livro "Uni-Duni-Tê", de M. J. Arlidge. Eu estava louca para ler esse livro desde quando bati os olhos nele, cheguei a ganhar uma edição em um sorteio há muito tempo, e só agora tive a oportunidade de lê-lo! Vem conhecer mais sobre essa história e a minha opinião.

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Título: Uni-Duni-Tê 
Título original: Eeny Meeny
Volume: 01
Série: Helen Grace
Autor (a): M. J. Arlidge 
Editora: Record 
Número de Páginas: 322
Ano: 2016
Gêneros: Ficção / Literatura Estrangeira / Romance policial / Suspense e Mistério
Nota:    
SINOPSE: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram.
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ENREDO:

Esse é o primeiro volume da série Helen Grace. Eu achei bem estranho quando vi no Skoob que se tratava de uma série. Não conheço os outros volumes, mas por ser uma série policial, acredito que vá focar em outros casos da nossa personagem Helen Grace.

Em "Uni-Duni-Tê" a detetive Helen Grace tem um caso misterioso em suas mãos: duas pessoas são dadas como desaparecidas e em seguida apenas uma retorna; aquele que retorna narra que estava em um cativeiro em que havia apenas uma arma com uma bala e um celular com uma mensagem dizendo para que ambos decidissem quem deveria viver e quem deveria morrer. Essa mesma situação começa a se repetir e a detetive precisa entender o caso e descobrir quem é o responsável.

"Como fazemos para acordar de um sonho? Quando se está no meio de um pesadelo, como escapamos do abismo?"
Foto: Leitora Cretina

MINHA OPINIÃO:

Eu achei muito interessante a forma com que o crime é abordado nesse livro, com uma história muito diferente do que estamos acostumados a ver em livros policiais. Além desse enredo principal de tentar descobrir quem está por trás desses crimes, o livro foca também na detetive Helen Grace e na sua vida pessoal, entretanto, por se tratar de um livro com uma narração em terceira pessoa, fica muito difícil de o leitor se aproximar 100% da personagem, o que muitas vezes nos traz a sensação de ser uma protagonista muito fria, entretanto, eu entendo o motivo de tal escolha, já que dessa forma, o autor ainda conseguiu deixar o mistério guardado até a última página.

Helen Grace é muito responsável, durona, direta e focada no seu trabalho, e eu gostei muito de ver que temos uma protagonista policial mulher. É uma personagem comum nos livros de tal gênero. O que mais impressiona talvez seja a sua história e as consequências.

Foto: Leitora Cretina


Eu fiquei bastante surpresa com o desfecho e a revelação do mistério, pois, o livro vai trabalhando bem a mente do leitor, fazendo-o pensar e duvidar de tudo junto com a personagem. A grande revelação foi totalmente inesperada por mim.

"Por que a assassina agia dessa forma? Fazia suas vítimas participarem de um diabólico jogo de uni-duni-tê, certa de que, quem puxasse o gatilho, em última analise, sofreria muito mais que sua vítima."

Houveram várias cenas em que eu fiquei chocada com o poder de descrição das cenas, realmente causaram uma reação em mim (alerta de cenas nojentas).

Foto: Leitora Cretina


Gostei muito da forma com que os outros personagens são apresentados. Um grande erro nos livros de mistério, na minha opinião, é quando o autor quer tanto colocar um fato surpreendente que ele simplesmente inventa um personagem ali no meio da história só para fazer sentido. E isso não ocorre nesse livro.

O ritmo de leitura é muito bom, ele flui com muita facilidade, e a escrita do autor, de forma simples, direta, mas ainda assim intrigante, ajuda muito!

''Mas, quando se é um prisioneiro, os dias parecem não ter fim, e a esperança é a primeira que morre.''

Não foi um livro 5 estrelas porque eu senti que poderia ter havido um pouco mais de presença de sentimentos da personagem (o que talvez seja explorado nos próximos volumes).

Foto: Leitora Cretina


SOBRE A EDIÇÃO:

Achei a capa bonita, não é a mais elegante das capas, mas é bonita, hahah. Por dentro as folhas são amareladas e com uma fonte bem confortável!
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Alguém aí já leu? O que acharam?
Beijão!